
A mão que escreve tem a mesma exigência que macera a alma
como se fosse uma respiração mal conquistada
ou um coágulo maldito a bloquear a veia
que pulsa avassalando cada noite;
Nada me merece a vista; nada me aquece o frio dos olhos;
nada me surpreende a lassidão do estar,
nem tão pouco veneno que corre em regatos
ou a rosa branca pendente dos espinhos
Uma avenca rompe da fenda dos tijolos
e eu sinto-lhe o contorcer da força
como um pulsar exigente; o veneno da beleza
invadindo a penumbra que flagela a vida.
como se fosse uma respiração mal conquistada
ou um coágulo maldito a bloquear a veia
que pulsa avassalando cada noite;
Nada me merece a vista; nada me aquece o frio dos olhos;
nada me surpreende a lassidão do estar,
nem tão pouco veneno que corre em regatos
ou a rosa branca pendente dos espinhos
Uma avenca rompe da fenda dos tijolos
e eu sinto-lhe o contorcer da força
como um pulsar exigente; o veneno da beleza
invadindo a penumbra que flagela a vida.
12 comments:
Deverias ler (se é que não leste já)"Ladrões de Beleza" de Pascal Brückner...
Tem tudo a ver com as emoções escondidas nas entrelinhas deste post...
CSD
Apesar de tudo, as penumbras podem rasgar-se.
E nem só as avencas o conseguem.
Há penumbras difíceis de romper mas não impossíveis.
Fantástico!
O "veneno da beleza" da avenca só se impõe ao teu olhar porque em ti "ela" explode.
A vida ( a alegria) aparece sempre.
E sempre tem a capacidade de nos surpreeender.
Olá Elipse,
Passei para ler suas palavras bonitas e lhe desejar um EXECELENTE 2008.
Um abraço.
Desejo-te um bom Ano Novo, com algumas realizações pessoais e muita saúde.
Beijinhos
(des)Alinhada
Um beijo de quem só teimosamente vai mantendo o "plan(o)alto", desejando-te um feliz ano novo.
acaba sempre por romper a penumbra, mas nunca totalmente !
Saio daqui com mais um livro "Ladrões de Beleza"
:)))))))))))))
Nesta passagem do 3º para o 4º ano pecisqueiro, agradeço a amizade e a companhia.
Para ti, tudo de bom em todos os dias que se seguem.
tás quase a atingir o nirvana :D
pfffffffff, amanhã é outro ano
Escreves muito bem.
Já te o tinha dito.
Mas que sofrimento existe na mão que escreve e na alma que dita.
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