
Modificações, mudanças, promessas, cinco tostões de ódios já digeridos e outras coisas sem valor amontoadas a um canto, histórias que nunca mais se repetirão, as melhores e as outras, e a vontade a acender-se contra as rugas das paredes; ásperas também as recordações e os desejos, esses menos porque toda a tempestade amaina, tarde ou cedo; e as vidas a resolverem-se, nem bem nem mal que o bem-estar alheio só o é para os olhos menos avisados; tomara ter a menos o peso do lastro que fica fechado entre muros ou ser herdeira de portas encerradas e estar para lá das fechaduras, sem esta demora na ousadia ou esta vontade miudinha de desistir, que a vida não pode adiar-se nem fechar-se entre o sol filtrado e o gelo que se instala quando cai a noite.
8 comments:
E não são ásperos todos os dias da nossa vida?
Alguns são macios como veludo, quentes como se fosse verão e doces como o melhor chocolate, mas esses são só mesmo alguns.
Valham-nos os bons momentos para distrair.
Bom Ano a todos!
Depois dos ásperos... vem sim os suaves e macios... e talvez nem tão interessantes de viver.
A aspereza nos conduz ao aprendizado.
E amanhã amanhece de novo!
e no meio de dias ásperos há sempre nesgas de suavidade.
A Vida contém rugosidades e doçuras.Novas portas se poderão abrir
mas, sem ignorar essa realidade...
Um beijo, querida, pelas tuas palavras...
CSD
Neste momento faço soar as tuas palavras com a voz de Dulce Pontes como cenário...
CSD
gostei do q conseguiste pôr em palavras...
mas há q sorrir!
lembra-te do Sol :)
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