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Thursday, April 26, 2007

recomendações


Gosto de blogues.

Aprendi o caminho para lugares de qualidade e às vezes já troco os livros pela escrita curta mas profunda, pelo humor cáustico mas fino ou pela simbologia das imagens que resultam das sensibilidades pessoais de quem visito.
Também há lugares a que não me apetece voltar; não por desprezo pelo pensamento de cada um, mas pela necessária gestão do tempo e das preferências. Há contudo, outros com os quais não me identifico.

Disseram, ela e ele e mais ela que me visitam por gosto; e eu, mesmo sabendo que há muitos outros lugares de referência e ainda outros tantos por descobrir, diariamente gosto de passar por aqui, onde a qualidade da informação e da reflexão me satisfazem; por aqui, onde a profundidade da escrita me faz pensar; por aqui, onde o sentido de humor me anima os dias; por aqui, onde a diversidade me permite aprender muitas coisas e por aqui, onde a limpidez das escolhas me leva a caminhos novos.


Sunday, September 17, 2006

Quem me dera ser como ela!

Acho que há qualquer coisa nesta personagem que me fascina. Consegue animar-me nos meus dias mais acinzentados.
Quem me dera ser como ela!


Mas desta vez acho que ela perdeu a cabeça...

Saturday, June 17, 2006

Visita a uma mãe muito bonita


Ela só pode ser uma mulher muito bonita porque a luta que trava é a de uma mãe que não desiste.
Visitá-la faz todo o sentido.

Tuesday, June 06, 2006

Os tumores





Ele costuma aconselhar a leitura de algumas pérolas mas hoje é ele que é a pérola, com um magnífico texto que nos leva aos tumores mais abjectos que a humanidade conhece.

Saturday, May 13, 2006

Pintar as palavras


Há um ano que ela pinta as palavras dos poetas com a mesma energia e a mesma paixão que Turner punha nas suas aguarelas.

Parabéns, Addiragram.

Thursday, May 04, 2006

O amor é uma tarefa árdua e indecifrável que vagueia ao sabor dos dias

O texto que a seguir transcrevo foi-me deixado aqui, a propósito do que escrevi sobre a deficiência. Mas a autora apagou-o.
Eu gostei dele e pedi-lhe autorização para o editar porque vale a pena.
A Fatyly também sabe do que falo.

E é exactamente à minha amiga damelum que lanço o desafio de continuar a divulgação de instituições de solidaridade, que o Rui me passou .

E depois...
...é que terá de escrever.






Lembro-me das perguntas repetitivas e controladoras, das regras impostas e nunca discutidas, dos gritos e das exigências e de como eu não compreendia. Lembro-me das fugas e dos devaneios e das culpas murmuradas entre dentes, quando achamos que somos donos da verdade, e de pensar que a vida não era justa e que todas as famílias cabiam no modelo que eu imaginara. Lembro-me da sensação dos papéis trocados, dos pedidos de conselhos, de como eram indefinidas e desajustadas as funções de cada um e sentia-me crescer demasiado para o meu tempo. Depois recordo o dia da troca definitiva de papéis, dos olhos a implorarem colo, dos pedidos desajustados de ajuda e da fuga para o outro lado do nada. E não a vi, não a encontrei mais. Nem a presença controladora e impositiva que me marcava os dias nem o discurso, por vezes desconexo, mas revelador de um amor imenso. Nada estava lá, fugira para uma outra margem, muito fora do meu alcance.

Chama-se L. e é a minha mãe. Hoje está de volta, provando-me que o amor é uma tarefa árdua e indecifrável que vagueia ao sabor dos dias.


texto de damelum.

Sunday, April 02, 2006

A Gaivota, de Tchekov





Tudo metido entre as asas ensanguentadas de uma gaivota morta: o sentido da existência, a dificuldade das relações entre as pessoas e entre o dinheiro e as pessoas, o isolamento rural que finge ser bucólico mas enlouquece, o talento e a falta dele, o conflito entre o novo e o velho que é um conflito de forma e de conteúdo, o egoísmo, o engano, a ilusão, e expectativa, o desânimo. E o desejo de cada um e de todos que é o desejo de felicidade. Ou antes, o direito à Felicidade.

Questões escritas por Tchekov no século XIX que são ainda as questões de sempre, num texto límpido, luminoso e clarividente.

Mas talvez o escritor não tenha de anotar num caderninho as palavras ou as frases para depois lhes dar uso.
Mais uma vez e sempre… o sentido da criação.
A genialidade de Tchekov toda condensada num gesto. E a nós … o dever da reflexão.

Palavras longas e muito bem ditas pelo grupo da Cornucópia, encenado por Luís Miguel Cintra.

Wednesday, March 29, 2006

V Edição do concurso O Escritor Famoso - Actos de Cinema




Ele voltou. O Escritor Famoso.


Foi ela que o trouxe ao Divas e Contrabaixos.


Imagens sonoras, sensações-pensamentos ... actos de cinema.

Vale a pena ir ver... aqui.


Saturday, January 28, 2006

Inspiração sobre aguarelas


Trouxe-te de novo as cores, amiga. E aproveitei as circunstâncias (as minhas, que de outras não sei) para umas palavras que hoje nada têm de belo.
É natural (e desejável) que daqui a dias venha mudar o registo.

Gostei de ver as Aguarelas de Turner no novo espaço.




(Picasso)


Primeiro vão querer ver-te inteira. E saber como a tua forma te enforma.
Depois dirão que podes ser mais do que uma. Di-lo-ão sem que ouças. Mas é pior porque começas a temer que a exigência te ultrapasse.
Muito cedo serás tu a exigir. Dirás para ti, também sem que te ouças:
Multiplica-te, diversifica-te, geometriza os teus papéis e decalca-te neles pintando com cores discretas as margens de cada um.
Divide-te, desintegra-te, distribui abraços, dá os braços, reparte as mãos por quem te solicita, agita e parte o tempo.
Esconde-te, resguarda-te, espreita, aproveita o recato e observa. Não te mostres sem que te desejem.
...
Dir-te-ão sempre que foi insuficiente.


Em todas as circunstâncias colocarás a fasquia acima da tua cabeça.

Dirás sempre que foi insuficiente.

Wednesday, November 16, 2005

Vem aí Poesia



I
Deixo, em cima da mesa, um caderno em branco onde possas guardar,
Sempre que queiras, coisas da ordem do incomunicável ao próximo.
Depois da morte, voltaremos ambos a estas páginas
E procuraremos renascer no apagar das palavras.


II
O prédio está em silêncio, no seu repouso
Erigido à beira da estrada.
Sou capaz de imaginar alguma brisa,
Folhas de arbustos a correr assustadas.
No quarto ao lado, tu, adormecida e ausente,
Em sonhos. Levanto-me e apalpo
O trajecto reconhecido, a luz apagada.

(...)

VIII
Olho o poema, não me entendo na decisão do seu início.
Talvez o poema não comece exactamente na primeira palavra.
Talvez devêssemos virar tudo isto ao contrário.


IX
Deixo, em cima da mesa, um caderno em branco,
O meu recado. Vais fingir que eu nunca existi
E eu não vou voltar a procurar como dizer
Coisas que me doem. Depois da morte,
Talvez.

Luís Filipe Cristóvão



E se fôssemos todos a Torres Vedras, no dia 26 de Novembro à Livraria Livrododia, para cumprimentar o poeta?

Wednesday, November 02, 2005

Desafios



Ao passarmos pelo Divas e Contrabaixos somos desafiados.

Vale a pena ir espreitar e aceitar o(s) desafio(s).

Wednesday, October 05, 2005

O escritor famoso


Temos mais uma edição do concurso " O Escritor Famoso" no Divas e Contrabaixos. O mote são as imagens da memória do escritor. Participemos.

Tuesday, August 16, 2005

O Chefe recomenda...

A propósito de um blog que linkei há dias e que recomendo - Trattoria on line - lembrei-me de deixar sugestões diversas, não minhas claro, mas deliciosamente escritas em
http://www.gastronomias.com