O exercício da escrita tem de ser um exercício de prazer. Podemos senti-lo como fonte de maior ou menor sofrimento se nos centramos nos nossos dramas ou nas nossas dores. Mas isso seria demasiada exposição trazida aqui a um lugar visível.
Criamos, então, personagens vivas e falamos por elas. Personagens que não se aclimatam ao normal curso do tempo e declinam com o voar das folhas secas; ou que se atrevem a desafiar a modorra estival gritando sobre a extensão dos mares; ou que se aconchegam, saídas do tempo, em pequenos nadas que transformam em grandezas de encher vaidades.
Neste acto criativo usam-se as palavras em jogos se sentimento e culpa; em distracções de bem-estar e anseio; em exercícios de representação do que não foi mas podia ter sido; em projecções dos nossos desejos ou dos desejos dos outros, já que os adoptamos e adaptamos.
Na Elipse há dois centros, nunca se sabendo qual dos dois corresponde ao que está para além do ficcionar. Ou o que fica aquém e ela converte em linha que se curva, certinha, sobre um e outro foco. Nada se pode colar à fidelidade do que aconteceu. Tudo símbolos.
Aqui o exercício da escrita é prazer puro.
Criamos, então, personagens vivas e falamos por elas. Personagens que não se aclimatam ao normal curso do tempo e declinam com o voar das folhas secas; ou que se atrevem a desafiar a modorra estival gritando sobre a extensão dos mares; ou que se aconchegam, saídas do tempo, em pequenos nadas que transformam em grandezas de encher vaidades.
Neste acto criativo usam-se as palavras em jogos se sentimento e culpa; em distracções de bem-estar e anseio; em exercícios de representação do que não foi mas podia ter sido; em projecções dos nossos desejos ou dos desejos dos outros, já que os adoptamos e adaptamos.
Na Elipse há dois centros, nunca se sabendo qual dos dois corresponde ao que está para além do ficcionar. Ou o que fica aquém e ela converte em linha que se curva, certinha, sobre um e outro foco. Nada se pode colar à fidelidade do que aconteceu. Tudo símbolos.
Aqui o exercício da escrita é prazer puro.










