
Não tinhas necessidade de me prender ao corrimão das palavras que eu não sou capaz de dizer para aí me deixares refém das tuas interpretações; não, não trouxe os phones desta vez, ouço tudo o que dizes e adivinho-te também, não penses que és o dono dos olhos alheios ou do som das palavras que eles dizem a ressoar na ampliação dos teus modelos. Grades.
Nem tinhas necessidade de me encaminhar para os degraus de um incómodo que em certos dias é dilacerante, particularmente se antes ouvi uma música já de si melancólica, que nem é tanto a música, mas as palavras com que ela é dita. Ecos.
Estou cansada dos círculos com que me envolves e da corrente que prendeste à estante para que as minhas mãos lá fossem ter e eu a querer soltar-me de gradeamentos antigos e a prender-me noutros que ameaçam eternidade em folhas já lidas. Repetições.
Sei que quanto mais me olhas mais confirmas a ordem de prisão, sabendo da fragilidade da minha teimosia.
Viste como me encantei com a palavra teimosia mesmo vestida de fragilidade?


