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Friday, July 21, 2006

Deixa-me ficar na sombra


Não tinhas necessidade de me prender ao corrimão das palavras que eu não sou capaz de dizer para aí me deixares refém das tuas interpretações; não, não trouxe os phones desta vez, ouço tudo o que dizes e adivinho-te também, não penses que és o dono dos olhos alheios ou do som das palavras que eles dizem a ressoar na ampliação dos teus modelos. Grades.
Nem tinhas necessidade de me encaminhar para os degraus de um incómodo que em certos dias é dilacerante, particularmente se antes ouvi uma música já de si melancólica, que nem é tanto a música, mas as palavras com que ela é dita. Ecos.
Estou cansada dos círculos com que me envolves e da corrente que prendeste à estante para que as minhas mãos lá fossem ter e eu a querer soltar-me de gradeamentos antigos e a prender-me noutros que ameaçam eternidade em folhas já lidas. Repetições.

Sei que quanto mais me olhas mais confirmas a ordem de prisão, sabendo da fragilidade da minha teimosia.

Viste como me encantei com a palavra teimosia mesmo vestida de fragilidade?

Friday, April 14, 2006

Brrrr..... que frio!


- Calatrava?
- Sim, o espanhol que desenhou a Gare do Oriente.
- Espanhol? Mas… nós não temos?
- Bem… temos, mas um dos nossos faria aquilo mais ... sei lá!, e o que se queria era um open space.
- Mas… ali? E não é frio?
- Dizem que sim. Mas é bonito!

Friday, March 03, 2006

Era uma vez um ninho sobre ramos de uma árvore despida.




“O sonho não pode ser também aplicado à solução das questões fundamentais da vida?”

disse André Breton, em 1924, quando propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística.

Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e externa se misturam sem contradições.

A livre associação e a análise dos sonhos, ambos métodos da psicanálise freudiana, transformaram-se nos procedimentos básicos do surrealismo. Por meio do automatismo, ou seja, qualquer forma de expressão em que a mente não exercesse nenhum tipo de controle, os surrealistas tentavam plasmar, seja por meio de formas abstractas ou figurativas simbólicas, as imagens da realidade mais profunda do ser humano: o subconsciente.

Monday, December 19, 2005

O trabalho do artista



Foi este o Olho que o Ivo fez para mim. É mesmo o meu, mas com mão de artista!
E dei-lhe muito trabalho, ele que o diga!
Gostei muito, Ivo!
No Olhar Surreal há muito mais "obras" para ver.


Não deixem de ler, mais abaixo, os textos que foram surgindo a propósito da fotografia do ToZé.
( Ivo Cação, Sem Cantigas, Bastet e Joaninha, Nokinhas e Ivamarle)