
Vinhas como se fosses fogo e eras luz.
Recordo-te na pressa; revejo-te no sonho.
Trazias nos olhos um firmamento de palavras novas.
E eu nos meus o espanto.
Faminta, pus nos dias a forma dos sentidos
E espelhei-me neles sem aguardar. O mundo pertencia-me.
Recordo-me perdida num caminho em que o medo se cruzou com o amanhã;
Revejo-me nos lugares da hesitação.
Fingimento eterno este, o de querer acreditar.
Vi-te depois erguer a chama noutra direcção, enquanto me olhavas.
9 comments:
as labaredas tendem a procurar sitíos quentes, e gostam de uma acha de quando em vez para continuar crepitante, devias saber tu alma, que se retorce independente.
Ao contrário da hesitação, é a ocasião que faz o ladrão.
Se é que me entendes.
Tudo isso faz parte da vida... nós é que não queremos acreditar no que vemos.
é a lei da vida, 1º o fogo aponta p/nós, dps aponta noutra direcção. enqto a chama se mantém, acreditamnos, ñ é um fingimento vão...
olhos azuis!
(vim de lá há pouquíssimo tempo....da terra em si....:)) e o texto remete-me para o fogo da memória....aliás um belíssimo texto....em Creta dir-te-iam o mesmo....:)
beijo.
e sendo o amor um contentamento descontente, o fim dos amores é o quê?
um descontente contentamento?
Ou um descontente descontentamento. Pelo menos numa primeira fase.Argh...!Nem me quero lembrar!
Hefestos é fogo, Aphrodite nasceu das águas...
Hefestos... o "diferente"...
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