Wednesday, May 16, 2007

é durante a madrugada que as folhas crescem


Já de madrugada vieram os pássaros em chilreios de despertar
Enquanto o sol se levantava e os olhos estranhavam a luz
Estava distraída a plantar uma tília
Com os dedos envolvidos no prazer da terra
E os sentidos todos concentrados na esperança de a ver crescer;

Para lá da porta conseguia ver-se o verão incendiando as planícies
Lume a fustigar a calma, fogo, ânsia, ave desabrida

Ouvi depois dizer que é devagar que as folhas desabrocham
Embora a esperança se converta em pressa
E queira ultrapassar o fim dos labirintos.

7 comments:

peciscas said...

Que cheiro a terra, a húmus, a cio vegetal, se solta do teu texto e da imagem qua aí tens!
As folhas cescem de madrugada... e como é belo e reconfortante
ouvi-las crescer

mfc said...

Eu gostava de dizer as coisas assim!
É perfeito. Tudo o que disseste revela a calma de um sorriso.

ivamarle said...

mas talvez sejam os labirintos que as fazem tão belas...

Agora coloquei-te na berlinda, não quero outra coisa: deixei-te um convite no tasco, mas no teu caso, se não te apetecer, basta escolheres um dos teus maravilhosos textos e está feito; qualquer um deles daria um excelente princípio ;-)

addiragram said...

Leveda sempre em nós o desejo de uma Vida! Deixa-a transbordar e dá-lhe forma!

Claudia Sousa Dias said...

É um prazer ler-te!

Nada pode ser mais deliciosamente calmante!

Gostaria tanto de ver um antologia tua publicada!


CSD

CNS said...

A passagem pelo teu blog foi uma surpresa...Irei voltar.

Fatyly said...

ao ler-te fiquei em paz. Gostei muito!